quarta-feira, 4 de maio de 2016

PESQUISA SOBRE CERÂMICA


Segundo o dicionário Michaelis “argila” (lat argilla)  é o “1 barro empregado na cerâmica: silicato hidratado de alumínio com várias impurezas, resultantes da decomposição de outros silicatos. 2 O que se quebra facilmente. A. figulina: a. magra. A. gorda: barro próprio para moldagens e cerâmica fina; argila que contém pouca sílica. A. magra: barro próprio para tijolo. A. petrolífera: argila que contém petróleo.[...]”
Apenas pelo dicionário, conseguimos obter uma ideia da abrangência desse material. Nesta pesquisa, porém, abordaremos a argila no que diz respeito à utilização da mesma para a produção de cerâmica. Primeiramente, precisamos saber que a argila possui elementos, sendo eles, de acordo com Meira (2001), os mais frequentes: alumínio, ferro, magnésio, potássio e sódio.
Devemos, ainda, ter conhecimento que o mineral argiloso se divide em sete grupos, a saber “grupo da caulinite , grupo da ilite, grupo da vermiculite, grupo montmorilonite, grupo da clorite, grupo dos interestratificados e grupo da paligorsquite sepiolite.”. Divididas em sete grupos, a argila pode, ainda, ser analisada a partir de duas classificações: genética e industrial (ou tecnológica).
A secagem da argila, “à temperatura à roda dos 110°” (MEIRA, 2001), o material sofre uma “contrações de volume”. O processo de secagem compreende “um processo térmico que realiza a eliminação de grande parte da água de constituição e de adição, e depende de alguns fatores: estado do ar (temperatura e umidade), a quantidade de ar em contato com o material a secar, a superfície específica do material (relação superfície/volume) e a natureza do material.”. De imediato percebemos que não é um processo fácil, mas que, como outros tantos processos, necessita de prática e aprimoramento contínuo.

REFERÊNCIAS
MEIRA, J. M. L. Argilas: O que são, sua propriedades e classificações. VISA: Comunicações Técnicas, Jan. de 2001.

MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998-(Dicionários Michaelis). 2259p.

Cristo Bailarino de Aleijadinho

Cristo Bailarino
“Os doze profetas” é a obra de aleijadinho que a maioria das pessoas conhece. Então, vamos falar de outra? A “Cristo Bailarino”! Por curiosidade, sabemos que a obra foi encontrada recentemente em Itu, em 2012. Ela possui 30 cm e é de madeira. A escultura representa Cristo crucificado em uma posição cheia de movimento, não é a toa que foi nomeada “Cristo bailarino”.
Aleijadinho, em suas obras arquitetônicas e esculturais, transita entre o barroco brasileiro e o rococó, porém, nesta escultura (Cristo bailarino) o que percebemos são traços do barroco. Cheia de expressividade e movimento e, ainda, como cita o pesquisador Marcelo Coimbra, “[...] evidencia a plena maturidade técnica de Aleijadinho no que se refere à anatomia”. Através desta, acreditamos que este Cristo ali na cruz existe e quase sentimos seu sofrimento!

REFERÊNCIAS

TOMAZELLA, J. M. Obra de Aleijadinho, Cristo é achado em Itu. ESTADÃO – SP. Disponível em: <http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,obra-de-aleijadinho-cristo-e-achado-em-itu-imp-,932075> Acesso em: 31 de março de 2016.

ESTUDO SOBRE ARTE INDÍGENA


Alguns materiais utilizados: cipó, palha, arumã, fibra.
A cestaria é um dos gêneros de arte indígena. A arte do trançado, segundo Zenun (1999), é “uma das mais antigas que o homem conhece” ela revela, ainda, “seu modo de vida e sua adaptação ao meio”. Isto posto, podemos trazer esta arte para a contemporaneidade e pensar: ela é produzida ainda? Sim! Sua presença perdura até os dias de hoje.
É claro que não existe na mesma medida que há tantos anos atrás, mas é evidente que não se extinguiu. Isso mostra a vivacidade da cultura indígena, que além das cestarias, possui inúmeras técnicas e materiais com que trabalham.

"A arte é inerente ao índio. Em tudo o que faz, ela sempre se manifesta - seja um simples arco, um requintado Kanitar de penas ou uma cerâmica zoomorfa caprichosamente pintada. " Orlando Bôas

REFERÊNCIAS
ZENUN, K. H; ADISSI, V. M. A. Ser índio hoje: tensão territorial. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
Iandé - Casa das Culturas Indígenas: Museu Virtual. Acesso em <http://www.iande.art.br/trancado/cestocargueiro/yanomamiue040916.htm> 31 de março de 2016.

AS FORTALEZAS DO PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO




Fortaleza de São José de Macapá tem 30 mil metros quadrados. (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Para falarmos sobre as características das fortalezas do período colonial brasileiro precisamos, antes, entender este período, contextualizando-o mesmo que brevemente, para compreendermos de fato porque foram criadas as fortalezas. É neste período que ocorre a ocupação do território brasileiro pelos portugueses. E nos, aproximadamente, 250 anos que correram “as artes plásticas e a arquitetura produzidas no Brasil” (DUARTE, 2016) são nomeadas “Arte Colonial”. Neste panorama, de descobertas, construções e invasões, ninguém se sentia seguro!

Como cita Flor Duarte “Era preciso proteger as vilas e cidades litorâneas dos ataques dos índios e dos invasores.” imagino que, inicialmente, foram tempos bem macabros. As fortalezas, então, tinham a função de “vigiar e proteger”, como afirma Rovere, em seu texto sobre o Forte da Boa Viagem. Quanto às características físicas, podemos citar a grandeza, os enormes muros, os faróis, locais para trancafiar os prisioneiros e grades “blindadas”.

Curiosidade: “Inaugurada em 1782, a Fortaleza de São José de Macapá é a maior edificação militar na América Latina.”, (a fortaleza da foto acima). “Por não haver conflitos armados, ao longo dos 232 anos da fortaleza, as únicas mortes registradas no período colonial foram as dos escravos negros e índios que trabalharam na edificação do forte”.

REFERÊNCIAS
DUARTE, Flor. Arte Colonial. In: História da Arte Brasileira. Slides: Maringá, 2016.
ROVERE, T. Rio de Janeiro – Atrativos Culturais. Blog, 2012. Disponível em: <http://tatianarovere.blogspot.com.br/p/niteroi-rio-de-janeiro-atrativos.html > Acesso em: 03 de Abril de 2016.
SANTIAGO, A. No AP, maior fortaleza da América Latina nunca foi usada em guerra. Reportagem da G1. Disponível em:




“ESTUDO SOBRE O ESTILO MISSIONÁRIO”

Comente a atuação dos jesuítas e sua influência na arte brasileira:

Primeiramente, como citado pela professora Flor Duarte, os jesuítas eram mestres em fazer doces! Mas sua grande influência na arte brasileira fora a popularização das figuras santas e construção de igrejas. Como explicita Flor Duarte (2016),
Os jesuítas serviram-se muito do impacto das artes: figuras de santos mais próximos à mentalidade aborígine, popularizando especialmente São Jorge e os Arcanjos. (DUARTE, 2016).
A chegada dos jesuítas promoveu mudanças em nosso país. Ao construir as igrejas, já tinham o seu estilo preconcebido, era evidente,
 As primeiras igrejas que os missionários erguem no Brasil não passam de modestas construções de taipa ou terra batida, geralmente cobertas de telhas rudimentares ou folhagens. Depois chegam as construções em adobe e em pedra, bem mais duráveis (DUARTE, 2016).
É válido ressaltar, também, que nãos só na área das artes os jesuítas influenciaram nosso Brasil, mas também, na educação, permeando suas ideologias pedagógicas por 200 anos em nosso país. Os jesuítas também representavam autos, o público era certeiro e a função destes também: catequizar os índios. Os autos “Às vezes eram encenados nas igrejas para maior ênfase de edificação moral.”  (DUARTE, 2016).

REFERÊNCIAS

DUARTE, Flor. O estilo Missionário. In: História da Arte Brasileira. Slides do 1º bimestre de Artes Visuais: Maringá, 2016.